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06/05/2015

Feminismo: a idealização da mulher irreal

De uma coisa eu tenho certeza: não existe nada mais belo do que uma mulher que é feliz sendo ela mesma. Veste o que quer, faz o que quer, fala o que quer e pensa o que quer. Não tem vergonha. Não tem medo.
E ama-se acima de tudo.
Não é nada fácil ser mulher. Mas mais difícil ainda é ser mulher numa sociedade que impõe a imagem da mulher irreal.
Aquela que comporta-se da forma adequada e correta, como se fosse uma dama. Que nunca foi julgada; que nunca foi mal vista. Aquela que é a única merecedora do tal "respeito", "dignidade" e "valor".

Valor que esconde e oprime a real mulher e a real pessoa que existem dentro de um corpo vazio. Vazio de autonomia, vazio de desejos, vazio de auto-conhecimento e vazio de liberdade.
A mulher irreal é um grande vazio. Um grande ponto de interrogação. E a grande e poderosa mulher feliz, independente, aventureira, louca, autónoma, pecadora, diferente e espontânea é sinônimo de à toa.

Um homem que procura a mulher irreal procura uma mulher - que como o proprio termo afirma - não existe. Ele acredita que procura a mulher "certa", mas na verdade ele procura o verdadeiro fantoche dos padrões sociais.
E por trás de toda mulher que se esconde existe uma menina insegura, frágil, dependente da opinião, aceitação e normas da sociedade e que ainda não conhece a si mesma e nem ao mundo.

Busque uma mulher de verdade. Procure dentro de você, quem você realmente é. Não idealize o seu próprio ser. 

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Quem escreve?

Professora, estudante do curso de Letras - Língua Portuguesa da UFSC e micro empresária da UP Língua Inglesa. Chama-se Martina Domingues, tem 23 anos e nasceu em Florianópolis - SC. Viajada, aventureira e blogueira nas horas vagas. Ama música, adora decorar a casa e também gosta muito de escrever. É na madrugada que ela geralmente vem aqui para escrever sobre qualquer coisa ou compartilhar o que acha pela internet com vocês.