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30/10/2015

Vida profissional: meu primeiro emprego

Minha história profissional muito louca

Acredito ser meio clichê ficar falando da minha vida em um blog, mas como minha vida profissional é um pouco diferente da maioria das pessoas, eu faço
questão de compartilha-la com vocês, até por que enfrentei muitas mudanças e problemas que com certeza, muita gente já passou ou ainda vai passar.

Meu primeiro emprego foi na empresa do meu pai. Meu pai era micro-empresário. Trabalhar com ele não foi nada fácil. Devo ter aturado ficado 1 semana lá. Não estou exagerando nem nada.

Depois, trabalhei como camareira em Dublin, na Irlanda. Não sei qual dos dois empregos foi pior, e nem qual dos dois durou menos tempo.

Ao retornar pro Brasil, fiquei 3 semanas trabalhando como garçonete no Shopping Iguatemi. Ficava das 12 a 1 da tarde parada em pé, esperando os clientes. Obviamente, nesse horário as pessoas estão almoçando, né! Pensava que ia enlouquecer (talvez, somente talvez, por que eu seja hiperativa e minha cabeça funcione de forma diferente), ao mesmo tempo em que meus pés e pernas doiam muito - tenho esse problema, não posso ficar em pé parada por muito tempo.

Durante todo esse tempo tive 2 blogs. Através do Martina nas Viagens, o Dublin para Brasileiros entrou em contato comigo e comecei a trabalhar como redatora/colunista. Trabalhei para a Cupollilar Intercambios também. Enquanto isso, tinha parceria com a SEDA College e deu até pra juntar um dinheiro pra gastar quando fui pra Portugal.

Depois, tive que ameaçar a Cupollilar Intercambios para me pagarem - os pagamentos já estavam atrasados há algum tempo. Devo ter trabalhado para o Dublin para Brasileiros cerca de 3 meses - até eles atualizarem o sistema de publicação de artigos deles e eu não entender nada daquilo. Já sem muitas ideias do que escrever (claro, não estava vivendo mais na Irlanda) e vendo que meus textos não estavam mais sendo publicados, voltei o foco para o meu blog pessoal.

Mas meus blogs continuaram ativos, e como redatora eu desenvolvi um trabalho com o Martina nas Viagens de 3 anos. Como me mantive tão ativa durante todo esse tempo?! Não sei

Depois que voltei do Brasil, comecei a trabalhar na Flex Contact Center. Fiquei quase 2 meses lá, até encontrar um estágio no departamento de recursos humanos da Superintendencia Regional da Policia Federal de Santa Catarina - aonde eu trabalho agora.

Telemarketing: chato, porém, é uma fácil oportunidade de adquirir experiência e novos conhecimentos

Eu costumo dizer que a gente sempre começa do 0. E é verdade. A não ser que seus pais sejam muito ricos. E mesmo assim, o conhecimento e a experiência não caem do céu. E nem sempre vêm dos livros. A gente precisa se jogar de corpo e alma no mercado de trabalho, da forma que der. No telemarketing eu desenvolvi experiência com atendimento a clientes, experiência com negociação, técnicas de sondagem e experiência com vendas.

Foi chato? Sim, especialmente por que nossa base de dados tinha contatos que não estavam nem aí pra nos ouvir. Eu gastava muito a minha voz e recebia um retorno muito pequeno.  Repetia mil vezes "olá, boa tarde. meu nome é Martina Domingues..." e ouvia muitos: "tem como ligar mais tarde?". Mais monótono e chato que isso, impossível. Mas o pior foi o salário, que até hoje, ainda acho que veio errado.

Valeu a pena? Sim! E se eu cursasse outra faculdade ou curso técnico que exigisse esses conhecimentos na minha área de atuação. seria melhor ainda!

Não desanime: não é só com você!

Por que ninguém me contrata pra trabalhar em um escritório?! Por que ninguém me contrata pra ser um simples estagiário?! Por que ninguém me chama pra entrevista?! Ou pior: por que já fui em 15 entrevistas, e ninguém me contratou ainda?
Não acontece só com você. Acontece com todo mundo. É a vida! E as pessoas podem ser cruéis e egoístas a ponto de te chamarem para uma entrevista e nem se quer lerem o seu currículo antes, ou prestarem atenção no que você diz.
Continue firme, e pesquisando novas vagas e órgãos que possam te encaminhar para empresas.

E o que fazer então?

Mantenha calma e siga as dicas abaixo:
  • Converse com pessoas que tenham mais experiência (de preferência da sua cidade) e escute o que elas têm a dizer;
  • Busque cursos online relacionados a área em que você deseja trabalhar. No momento estou fazendo um curso online e gratuito na Fundação Getúlio Vargas;
  • Pesquise e estude tudo sobre entrevistas de emprego, currículo profissional, boa postura.... Youtube e facebook não servem só pra ficar fuçando a vida dos outros, ok?
  • Avise as pessoas que você conhece que esta a procura de um emprego;
  • Cadastre-se em órgãos governamentais e agências de emprego. Para estágio existe o CIEE e a Estagiobras;
 

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Quem escreve?

Professora, tradutora e micro empresária da UP Língua Inglesa. Chama-se Martina Domingues, tem 23 anos e nasceu em Florianópolis - SC. Viajada, aventureira e blogueira nas horas vagas. Ama música, adora decorar a casa e também gosta muito de escrever. É na madrugada que ela geralmente vem aqui para escrever sobre qualquer coisa ou compartilhar o que acha pela internet com vocês.