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06/09/2014

Valesca Popozuda: uma mulher de respeito

Um, dois, três, Peter Paul e Mary - dizia a música da Britney Spears sobre sexo a três. E Minha buceta tem gosto de Pepsi Cola, canta Lana del Rey.
Mas quem tem que lidar com as críticas é a Valeska Popozuda.
Popozuda, por que é o que mais vende na indústria da cultura da bunda brasileira, e Valeska por que este foi o nome que lhe deram.

Hipocrisia e falta de nacionalismo é o que vivemos, ao idolatrar os americanos que propagam a pornografia e desmerecer aqueles que vem de nosso próprio país e que propagam a nossa própria - e infeliz - cultura.

E quanto ao título deste artigo, bem, tenho que revelar uma coisa óbvia: todas as pessoas do mundo - incluindo mulheres - tem direito a serem respeitadas, independente de sua profissão ou estilo musical.

Antes que vocês pensem que sou fã da Valeska e do seu trabalho, digo: não. Eu sou neutra em relação a isto. Mas vejo na Valeska a humildade, a coragem e o trabalho realizado ao longo de alguns anos. Em suas entrevistas, ela revela ser uma mulher que fez de tudo para conquistar sua independência financeira e sustentar seu filho.

No último single de Valeska "Eu sou a diva que você quer copiar" se prestarmos atenção, notamos que quase todos dançarinos são fora dos padrões de beleza impostos pela sociedade. Há gays, negros e também brancos. Uma mistura muito bonita da nossa beleza brasileira. Isso é algo que me admira.

Quando surgiu a polêmica sobre a foto em que ela segurava um livro feminista "Madame Bovary", de Flaubert, eu no começo achei engraçado. Mas depois pensei: eu realmente não a conheço, e quem sou eu para julgar?
Se ela lê ou não, não é da minha conta.

O fato é que a inteligência e o poder de raciocínio não podem ser definidos exclusivamente pela preferência musical. E para ser sincera, quem garante que quando Valeska chega em casa do trabalho, só escuta funk?

Nós que viemos de famílias de classe média ou classe média alta, também devemos ser menos egoístas e nos colocar no lugar dela: se você pudesse escolher entre ser pobre e ter que passar por muitas dificuldades na vida ou ser cantor de funk e ganhar milhões de reais, o que faria?

11 comentários:

  1. Adoro a Valesca! E concordo com tudo que tu escreveu... demais!
    Bjs
    http://garotas-ao-mar.blogspot.com.br/2014/09/meus-crushes.html

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  2. Adorei o post, funk não faz parte da minha set list, mas não é por isso que vou desmerecer a Valeska como cantora, o problema é que a sociedade tem muito preconceito contra a mulher, na época do É o tchan a Carla Perez descia na boquinha da garrafa e ninguém falava nada ,mas por que? Por que ela era apenas coadjuvante na banda, mas como a Valeska popozuda é a atração principal, canta ,dança e assume o controle então ela é mal vista por uma boa parte da sociedade.

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  3. Já tinha ouvido falar sobre isso e super concordo com ela.
    http://leit0res.blogspot.com.br/

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  4. Vc me fez enxergar a valesca com outros olhos,tinha um certo preconceito sobre ela pois não gostava muito da forma que ela falava,ótimo texto e verdade entre ser pobre e cantar funk,prefiro cantar funk..kkkkk

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  5. Eu não gosto de funk, mas gosto dela. Ela faz música pra sobreviver, e ela produz o que o povo gosta de ouvir ( uma grande parcela). As pessoas associam o estrangeiro como bom, sem nem saber do que se trata. Falta de nacionalismo mesmo. Puro pré conceito.

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  6. Excelente post! Eu não curto a Valeska musicalmente (detesto funk), mas concordo com tudo que você falou. Hipocrisia define os que criticam Valeska, mas idolatram estrangeiros que fazem música que não se diferem em nada das dela. E também acho sensacional as pessoas de todas as cores e formas que aparecem nos clipes.

    Beijinhos. :*

    http://eproblematico-letyhyuuga.blogspot.com.br/

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  7. Confesso que o seu post me fez pensar. Normalmente não paro para analisar coisas que não curto ou que simplesmente não fazem parte do meu cotidiano.. deixo pra lá ao invés de perder tempo julgando. O seu post fez uma boa análise.. Hoje pessoas (artistas) fazem o que vende.. e nem sempre isso combina com a sua personalidade ou está o representando. Muito bom o post!

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  8. Bom, eu não curto as músicas do pop lá de fora que só falam de sexo nem as daqui. Não gosto, não fazem meu estilo mas respeito quem gosta. Acho maior imbecilidade o que acontece hoje em dia das pessoas terem preconceito com pop mas odiarem com toda a força o pop daqui, dizendo que imitam ou só tem putaria quando, na verdade, todas essas "divas" são fabricadas. Todas saem praticamente do mesmo molde, com as mesmas músicas e o mesmo clipe. É tudo muito sexual no mundo todo, não só no Brasil.

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  9. Não gosto de funk mas curti a sua reflexão. Fico abismada com a letra de algumas músicas, sejam elas nacionais ou internacionais. Prefiro aquelas que tem uma letra coerente sem apelar para a sexualidade.

    www.alinefranca.com

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  10. Sinceramente, acho hipocrisia a questão de o povo ter preconceito ao invés de simplesmente ignorar, geralmente as pessoas preferem deixar seu ódio explícito do que apresentar argumentos convincentes sobre algo. Enfim, eu detesto funk, sim, detesto. Acho que a letra é recheada de um dialeto que prega coisas chulas com sexualidade explícita. Claro que há aquelas letras que "dizem" algo de bom, mas convenhamos que essas letras são a minoria...

    www.tremchiq.com

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  11. Adorei seu texto. Sou do Rio e aqui a Valeska começou digamos que "mal". Mas ela mudou demais... não faz mais funk proibidão, está usando roupas mais bonitas e menos sexys, no entanto sempre gostei dela. Vejam a entrevista dela na Marília Gabriela, ela é uma mulher normal sabe... tem gente que a acha barraqueira, ou vulgar, mas você vê que ela é como uma amiga, uma vizinha... E muita gente fala mal de terem citado ela numa questão de prova, mas não sabem diferenciar sarcasmo de falar sério... com estes, nem discuto... rs.
    Beijinhos

    www.blogdetalhes.com

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Quem escreve?

Uma micro empresária, professora e tradutora intérprete da língua inglesa. Chama-se Martina Domingues, tem 23 anos e nasceu em Florianópolis - SC. Viajada, aventureira e blogueira nas horas vagas. Ama música, adora decorar a casa e também gosta muito de escrever. É na madrugada que ela geralmente vem aqui para escrever sobre qualquer coisa ou compartilhar o que acha pela internet com vocês.